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Educação Relacional

VIVER É CUIDAR DAS RELAÇÕES

A melhor forma de fazer isso é se auto conhecendo e aprendendo a se comunicar de modo saudável.

A história do Curso Educação Relacional

As primeiras turmas do Curso Educação Relacional aconteceram em 1991, em um dos quartos do meu apartamento preparado especificamente para esse fim.  Inicialmente ele se chamava  “Curso Teórico Vivencial de Técnicas para Autoconhecimento” e eu anunciava cada nova turma nos classificados do Jornal À Tarde. Com o tempo, porque os alunos o consideravam transformador, a divulgação passou a ser boca-a-boca.

No começo, o conteúdo da programação era muito semelhante ao 101 que é o curso básico da Análise Transacional, o qual recomendo. Depois de alguns anos e inúmeras outras abordagens que estudei, é natural que ele tenha ganho identidade própria e esteja muito melhor.

Porque eu queria que meus alunos se sentissem acolhidos e apreciassem o ambiente, contratei uma designer de ambientes que, além de criar, fabricou almofadas lindas e confortáveis. O assento dessas almofadas era preso ao encosto o que fazia com elas fossem diferentes, práticas e coloridas, é claro, para ficar a “minha cara”!

O material didático que eu usava era muito eficaz, ainda que diferente do que uso hoje; afinal na época não tínhamos toda a tecnologia que temos agora. Eu adaptei um cavalete de pintura (porque precisava de algo baixinho uma vez que os alunos e eu nos sentávamos no chão) para usar como suporte para flip chart. Preparei todas folhas previamente e, com o propósito de estimular a atenção dos alunos, usei letras grandes e coloridas e inclui desenhos e esquemas para ajudar aqueles que aprendiam mais facilmente desse modo. Também usava cartelas com imagens para dinâmicas de grupo e áudios que passava em toca-fitas e vídeos que apresentava na televisão usando videocassete. O melhor material da ocasião.

Em 1991 também ofereci um workshop para meus 3 filhos e seus amigos do prédio e das redondezas. Foram no total 10 crianças e pré-adolescentes, com idades entre 7 e 13 anos. Esvaziei a sala da frente do apartamento, coloquei as almofadas, o cavalete para flip chart e passamos o dia juntos. Minha intenção era ajudá-los a parar com as brigas que estavam tendo entre si para que pudessem aproveitar melhor a convivência. Fiquei impressionada com o resultado!! Eles adoraram. Muitos anos depois, já adultos, meu filho mais velho me chamou para irmos a um barzinho e, quando lá cheguei, eles estavam reunidos me aguardando. Foi uma surpresa maravilhosa! Eu me senti lindamente homenageada! Fiquei com o coração tocado porque todos falavam que aquele havia sido um momento marcante na vida deles e que fez toda diferença. Eles nunca esqueceram aquela experiência; nem eu!!

Em 1992, passei a convidar alguns colegas (Jô Brasil, Marta Leal Sobral, entre outros) para falar sobre temas diversos para alunos e ex alunos. Cada vez que alguém topava apresentar seu trabalho no meu espaço, eu tirava todos os móveis da sala principal do meu apartamento, colocava as almofadas que usava no curso arrumadas ao redor da sala e as pessoas se sentavam para apreciar as apresentações.

Em meados nos anos 90, inclui na programação o entendimento da visão sistêmica em função de já ter a formação para atender família e casal. Através de Célia Felix, a quem sou imensamente grata, ofereci meu curso para o grupo de trabalhadores do Joana de Angelis e, para esse propósito, chamamos o curso de “Crescer em Família”.  Como era um grupo numeroso, convidei Patricia von Flach, Alzerina Teixeira (que mora em Alagoinhas) e a própria Célia para estar à frente comigo nesse trabalho. O “Crescer”, como carinhosamente o chamávamos, era um trabalho igualmente voluntário.  Eu costumava oferecer meu curso com apenas 13 encontros; no Crescer pudemos oferecer o curso sem pressa e ele durou bem mais de um ano.

Na experiência no “Crescer em Família”, eu me encantei com a inteligência e competência de Patricia von Flach e a convidei para ser minha parceira no curso que ainda se chamava de “Curso Teórico Vivencial de Técnicas para Autoconhecimento”. Fomos parceiras nos anos de 1996 e 97. Esse foi um período muito especial para o curso porque a contribuição de Pat o enriqueceu enormemente! Com sua sensibilidade e criatividade, ela bolou várias vivências e dinâmicas que tornaram o curso ainda melhor.

Tínhamos feito a formação para terapia de casal e família juntas, quando aprendemos a usar como intervenção textos escritos chamados de “Devolução”. Foi nessa época que o encerramento do curso passou a ser feito com textos lidos para cada aluno em forma de devolutiva. Eu honro e agradeço a participação e contribuição de Patrícia durante esse período ao meu lado. Esse foi um tempo inesquecível!!

Em 1997, porque meu filho caçula aos 13 anos, queria fazer meu curso, abri uma turma para ele e seus amigos; muitos deles já estavam no final da adolescência ou já eram jovens adultos. Foi uma experiência maravilhosa! No último encontro, após a devolução, eles me colocaram no centro da sala e fizeram uma devolução falada e muito afetuosa para mim! Foi surpreendente!

Em 1999, Marystella Navarro, Nelson Nemi e eu criamos a empresa Outline que oferecia a formação “Educação Transformadora” a professores que se interessavam em ter uma postura diferente em sala de aula. A Educação Transformadora nasceu do meu curso de Técnicas para Autoconhecimento. É que eu estava começando a me afastar das salas de aulas como professora de inglês para trabalhar apenas como terapeuta e queria que minha forma de ensinar prosseguisse.

Como eu havia escrito um livro de inglês para ser usado no treinamento de pessoas que atuavam na área do turismo, oferecemos o projeto à Bahiatursa que acolheu a ideia imediatamente. A formação em Educação Transformadora tinha a duração de um ano e meio e era composta por 3 módulos; o 3º modulo acontecia ao mesmo tempo que o estágio, quando os alunos colocavam em prática o que havia aprendido nas aulas nas suas próprias salas de aula.

Nessa época, fui tradutora do Aril Aambo em um curso que ele ofereceu aqui em Salvador para terapeutas de família. Comentei com ele sobre a Formação em Educação Transformadora que eu havia criado e ele me convidou para apresentá-la no XII Congresso Internacional de Terapia Familiar, em Oslo no ano 2000. O conteúdo da apresentação que fiz corresponde atualmente a duas aulas do curso Educação Relacional relacionadas a leitura corporal e funcionamento caracterológico, baseados em Análise Bodinâmica e Bioenergética.

Em 2001, ofereci no Teatro do Sesi uma palestra chamada Relação Casal, coração com os pés firmes no chão, com o propósito de divulgar meu trabalho e especialmente meu curso, uma vez que o conteúdo tinha relação com duas aulas. O conteúdo da palestra era baseado em comunicação e tinha a ver com o que veio a ser o slogan do meu curso: Um curso para quem se importa com seus Relacionamentos. A divulgação dessa palestra foi uma entrevista que dei no programa TV Revista da TVE e a receita foi doada para a Artef, Associação Regional de Terapeutas de Família.

Em 2007, ofereci ao meu filho mais velho e minha nora uma turma do meu curso para que eles se sentissem mais seguros com a educação dos meus netos. Eles poderiam convidar os amigos que quisessem para participar. Em uma das aulas, fomos visitados pela equipe do programa Mosaico que entrevistou os alunos que eram em sua maioria casais.

A partir de 2008 comecei a incluir intervenções em Hipnoterapia Eriksoniana para assegurar melhor aprendizado e mudanças de crenças nos alunos, deixei de usar flip chart e retroprojetor e passei a usar Datashow, projetando a imagem na parede. A partir de 2009 comecei a incluir a filosofia das Constelações Familiares nas aulas do curso como parte de teoria e como intervenção no encerramento.

Em 2010, quando meu neto mais velho fez 10 anos, presenteei-o com um workshop. Ele convidou 9 amigos da mesma idade que aproveitaram enormemente da experiência. Fiquei encantada com a reação de alguns deles ao entenderem o que eram Jogos Relacionais. Foi facílimo para eles enxergarem o “Triângulo Dramático”!

Durante e no final do curso, os alunos sempre elogiam meu trabalho e é claro que gosto disso; no entanto, é importante lembrar que sempre existe espaço para crescimento e mudanças – para melhorar. Por esta razão, sou grata a Ana Boulhosa, Bárbara Andrade, Penha Serra e Cláudia Andrade, colegas terapeutas que, ao longo dos anos, desde 2010, atenderam meu convite para estar no meu curso me observando, pontuando o que poderia melhorar e me dando ideias para enriquecer meu trabalho.

A partir de 2012 as aulas sobre Jogos Relacionais especificamente se tornaram muito mais esclarecedoras uma vez que aprimorei apresentação e material didático, que antes estava na programação em apenas uma aula  – nesse ano passaram a ser dois encontros sobre jogos! É que a essa altura eu já estava apresentando nas aulas a abordagem com teoria e prática de como interromper jogos que eu criei; foi quando a concepção do meu segundo livro sobre jogos foi se delineando.

Ainda considerando a história do curso, algo novo sempre era incorporado, por exemplo, o uso de aplicativos no celular. Desde Quando o WhatsApp popularizou, em 2012, passei a utilizá-lo como recurso didático usando a estratégia de criar grupo com os alunos cada turma que recebia, semanalmente, após cada encontro, imagens e vídeos com comentários e exercícios, reforçando o conteúdo que foi apresentado na aula; nesse grupo de WhatsApp praticávamos o contrato relacional que faz parte do conteúdo programático do curso, tendo como exemplo de regras: postar apenas o que tem a ver com o assunto das aulas anteriores.

Desde sempre as postagens do WhatsApp são como um curso paralelo, um bônus, além do curso presencial; os alunos ficavam liberados para decidir se olham ou não, mas todos ficavam ligados e, aqueles que não podia, por alguma razão, acompanhar durante o curso, olhavam depois que o curso acabava, levando assim o curso para além do seu tempo!!

No ano de 2014, o curso ganhou identidade e mudou de visual. Nesse ano comecei a fazer uma demonstração de intervenção para trauma de choque em S. E. (Experiencia Somática), na penúltima aula do curso.

No ano de 2015, meu neto mais velho queria fazer o curso. Quando eu disse a ele só poderia fazer quando ele tivesse 25 anos, ele perguntou por que eu não fazia turmas para a faixa etária dele. Foi assim que surgiu o Curso Educação Relacional TEEN que ofereço tendo ao meu lado Aila Nunes, psicóloga, psicoterapeuta analítica e especialista desenvolvimento infantil e transtornos do desenvolvimento. Aila atende crianças e adolescentes.

Ainda em 2015, deixei de lado o DataShow nas aulas e passei a apresentar o material visual em uma televisão de 55”.

Em 2015 também, a teoria que baseava a aula sobre funcionamento caracterológico era Análise Bioenergética; nesse ano passei apresentar o tema baseando-me em Análise Bodinâmica que é muito mais didática e, em vez de ser apenas uma aula, passaram a ser duas e, no ano seguinte, passei a fazer a leitura corporal dos alunos (que assim desejassem) no compartilhar da aula seguinte às duas aulas sobre funcionamento caracterológico. Os alunos falam que toda a teoria passa fazer muito mais sentido!!

A partir da 3a turma de 2017 passei a oferecer um encontro que é opcional e ainda assim: ninguém falta!! Convido alguém para conduzir uma constelação de modo que os alunos tenham a vivência na própria turma. Na grade maioria das vezes Bárbara Andrade faz esse trabalho, no entanto, eu também já constelei e já tive a honra de receber como consteladores: Veronilda Lopes, Marcos Windusek e Renata Nunes Barreto. Esse é o encontro quando os alunos podem experimentar estar no papel de representante em uma constelação; também por isso, os alunos da turma não podem se constelar na própria turma.

Até porque para constelação quanto mais diversidade melhor, incluo ex alunos do tempo quando não havia essa oportunidade de participar de uma constelação na própria turma, de modo que todos tenham chance de conhecer.  Toda aula tem sua dinâmica e é seguida da teoria – nesse encontro a constelação é a dinâmica, e, quando constelador, constelando e ex alunos saem, os alunos e eu conversamos sobre a abordagem teórica (jamais sobre o que aconteceu naquela constelação) e quem quiser também partilhas os insights que tiveram. Fica muito mais fácil entender a teoria depois de vivenciada.

O ano de 2019 foi muito intenso. Lancei no Kindle, pela amazon.com meu primeiro livro sobre jogos relacionais. O conteúdo dele é baseado em abordagens sobre jogos de autores diversos e inclui assuntos de várias aulas do curso, entre eles a visão sistêmica, como falar de modo que o outro escute e jogos relacionais propriamente dito. A proposta dessa leitura é assegurar que existem soluções para brigas que se repetem nas relações!

Em 2019, o Curso ganhou mais uma vez nova identidade e foi totalmente atualizado com o toque feminino de Luanne Oliveira, que está a frente da parte administrativa, financeira e marketing do meu trabalho. Tenho contado também com Vicente Freitas que está renovando todas as imagens e vídeos que utilizo durante os 4 meses de curso, a cada turma.

Além disso, foi nesse ano que o Curso Educação Relacional online foi para o forno!! Outra novidade em 2019 foi o lançamento da primeira turma formada por ex alunos apenas. Isso aconteceu porque, desde 1991, vários alunos repetiram o curso até 5 vezes, o que me chamou muito a atenção. Eles dizem que fazer de novo é como se fosse a primeira vez! Muitos acreditava que lembrariam de tudo à medida que as aulas acontecessem, mas se surpreendem ao perceber que só aprenderam o que era possível na época.

Antigamente eu só permitia repetir o curso após 2 anos; hoje o aluno é livre para decidir quando quer repetir.

Também em 2019, com a decisão de transformar o curso presencial em online,  registrei o  nome e passei a divulgá-lo como Curso Educação Relacional.

A partir de 2020, em vez de receber postagens pelo grupo do WhatsApp, as turmas passam a ter acesso a tudo pelo aplicativo do próprio curso no celular ou computador. No celular vão baixar o app, no computador será pelo site; após cada aula eles receberão uma senha de acesso ao material daquela aula. O curso que eles compram é o presencial. O material que acessam no App é um curso à parte.

Em 2021, o curso completa 30 anos e a festa tem que ser grande! É claro que a celebração só poderia acontecer envolvendo todos os alunos desde 1991.

Enfim… essa é uma historinha que não terá fim, pois pretendo continuar ensinando esse conteúdo por muitos e muitos anos e, quando não mais estiver por aqui, terei deixado o curso Educação Relacional online para quem quiser aprender sobre como cuidar dos seus relacionamentos!!

Até lá tenho certeza que teremos cada vez mais inovações!!!

Por enquanto, se quiser, veja as fotos e os depoimentos escritos e em vídeos de ex alunos aqui no site.